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domingo, 10 de janeiro de 2010

Energias renováveis


SOLAR
27-12-2009

Siemens apresenta nova geração de receptores solares


A Siemens lançou um novo receptor solar, o UVAC 2010 (Universal Vacuum Air Collector), que permite aumentar a produção termoeléctrica a partir da energia solar. Este equipamento é uma evolução do receptor UVAC que alcançou vendas recorde e constitui o componente chave para os colectores cilindro-parabólicos. Mais de 150.000 UVACs têm sido instalados com sucesso em centrais eléctricas comerciais. Recentemente, a Siemens adquiriu a Solel Solar System Lda., com os objectivos de aumentar o seu portefólio solar e reforçar a sua posição de mercado no sector promissor e orientado para o futuro das centrais solares termoeléctricas.

O UVAC 2010 caracteriza-se por uma absorção extremamente elevada de radiação solar, perdas reduzidas de calor e por uma área activa alargada, oferecendo às empresas dedicadas ao desenvolvimento de parques solares receitas maiores e custos operacionais mais baixos. Graças a revestimentos high-tech, o UVAC 2010 permite o aproveitamento máximo da energia solar, a qual é convertida em calor para produzir energia eléctrica. O bloco de potência e o sistema de captação solar equipado com receptores de alta eficiência constituem os componentes chave de cada colector cilindro-parabólico.

Este equipamento destaca-se pela emissividade melhorada (perdas de calor) que é possível graças aos avanços tecnológicos nos revestimentos espectralmente selectivos, assim como a um rácio melhor entre a área activa e o comprimento, o que permite uma maior exposição solar do receptor e um aumento proporcional da energia absorvida. Os seus baixos níveis de perda de calor – menos de 9 por cento – proporcionam uma taxa de maior eficiência para quem desenvolve sistemas de captação solar.

Até 2020, o mercado das centrais solares termoeléctricas terá taxas de crescimento de dois dígitos e atingirá um volume de mais de 20 mil milhões de euros. No futuro, as regiões de maior crescimento primário serão os EUA, África do Sul, Austrália, Espanha, Índia, África do Norte e Médio Oriente.

Os produtos e soluções para centrais solares termoeléctricas fazem parte do Portefólio Ambiental da Siemens. No ano fiscal de 2009, as receitas do Portefólio cifraram-se em cerca de 23 mil milhões de euros, tornando a Siemens no maior fornecedor do mundo de tecnologias amigas do ambiente. Durante o mesmo período, os nossos produtos e soluções permitiram aos nossos clientes uma redução das duas emissões de CO2 em 210 milhões de toneladas métricas.


O Sector Energy da Siemens é o líder mundial no fornecimento de toda a gama de produtos, serviços e soluções para a produção, transmissão e distribuição de energia e para a extracção, conversão e transporte de óleo e gás. No ano fiscal de 2008 (findo a 30 de Setembro), as vendas do sector Energy cifraram-se em aproximadamente 22,6 mil milhões de euros, a carteira de encomendas chegou a cerca de 33,4 mil milhões de euros e os lucros atingiram 1,4 mil milhões de euros. A 30 de Setembro de 2008, o sector Energy empregava cerca de 83,500 colaboradores. Para mais informações, visite: www.siemens.com/energy.

Fonte:http://www.energiasrenovaveis.com/DetalheNoticias.asp?ID_conteudo=351&ID_area=8

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

PITANGA



A pitanga
Texto publicado no dia 18 de Outubro de 2009, na revista "Mais" do Diário de Notícias. Segundo a obra "Fruticultura Tropical – Espécies com frutos comestíveis" do Professor Engenheiro José Mendes Ferrão, esta planta é oriunda da América tropical, mais propriamente do Brasil. Aí menciona-se que, actualmente está dispersa pelas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo, bem como em zonas temperadas onde as geadas são pouco comuns. Como curiosidade, é referido que foram os portugueses que difundiram a pitangueira no Oriente. Apesar desta espécie ser conhecida desde longa data pelos madeirenses, desconhece-se quando é que foi introduzida na Região. O "Elucidário Madeirense" de 1940 do Pe. Fernando Augusto da Silva e Carlos Azevedo de Meneses, dá conta que esta pequena árvore era muito cultivada no Funchal. Ainda hoje, é frequente verem-se pitangueiras nos quintais das casas, em pés dispersos ou como sebe viva, pois estas além de produzirem frutos, têm uma vertente ornamental muito apreciada, especialmente na rebentação e floração. Na Madeira, encontra as melhores condições de frutificação até aos 280 metros de altitude na costa sul e 100 metros na encosta norte. Tradicionalmente, a pitangueira é propagada por semente, o que origina uma grande diversidade genética, não havendo por isso, uma garantia de ter-se um bom exemplar. Em finais da década de 90 do século passado, a Divisão de Fruticultura da Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, seleccionou as melhores variedades deste fruto no que respeita à qualidade e produtividade, sendo possível adquirir lá, plantas enxertadas de inegável valor. Como consequência deste trabalho e do interesse por parte da indústria agro-alimentar, surgiram alguns pomares desta espécie. Em termos de fitossanidade, a praga mais importante é a mosca da fruta ou "bicho" da fruta, não havendo registo de nenhuma doença que a afecte. A colheita decorre ao longo do ano, apresentando dois picos de produção na Primavera e no Outono. Existem duas variedades de pitanga, a "vermelha" e a "negra", em função da cor dos frutos maduros. Ao paladar, a primeira é ligeiramente mais ácida que a segunda, pelo que esta última é mais adequada para o consumo em fresco. A "vermelha" tem um grande potencial de transformação, obtendo-se derivados deliciosos como o "doce" (compota), gelado, pudim, entre outros. É possível produzir pasta de pitanga com recurso ao descaroçamento, congelando a polpa para utilização posterior, sem perda das suas características excepcionais de aroma, sabor e textura. Embora alguns hotéis e restaurantes já incluam este fruto ou o transformado nas suas ementas, é fundamental que muitos mais o façam, pois trata-se de um produto regional de excelência, que é desconhecido da maioria dos nossos turistas. Este e outros momentos gastronómicos, proporcionam ao visitante experiências e memórias, que não esquecerá e certamente desejará repeti-las.